que se fez meu amigo.
Ao saltar-se com zelo,
da travessa que estava comigo.
Adeus cubinho de gelo,
que diante da minha dificuldade,
Viu que podia me ajudar
e logo propôs amizade.
Adeus cubinho de gelo,
que derreteu na minha água.
Acabou não só com o calor,
mas também com toda minha mágoa.
Adeus cubinho de gelo,
antes tarde do que nunca.
Gele todo o desespero,
gele boca, gele nuca.
E se ainda assim cubinho de gelo,
achar-me desagradecida.
Encho logo sua travessa,
para que renasça em outra vida.
É infantil, eu sei, mas eu gostei e achei bonitinho da minha parte de criança, fazer um poeminha depois de tanto tempo.


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